Do sentido ao sentimento

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Exposição do artista plástico barretense surpreende visitantes com suas obras ao transitar entre a experimentação e tom confessional

As cores marcantes, colagens e cenários oníricos preencherão o corredor do North Shopping Barretos durante todo o mês de janeiro com a exposição do artista plástico, Luciano Junqueira Nogueira.  Até o dia 31 de janeiro, a mostra estará aberta para o público conferir as diversas fases deste artista multifacetado que usa a experiência como alicerce central de sua obra.

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Pintando desde 1986, o artista plástico nascido em Barretos, sempre chamou atenção pela produção volumosa: aos 12 anos já tinha 30 telas pintadas. Com a orientação do artista local Hildebrando de Souza, Luciano foi adquirindo conhecimentos sobre a história da arte e foi, gradualmente, adentrando em caminhamos mais ousados. Com o tempo, além das temáticas se tornarem mais subjetivas, os materiais também mudaram: Luciano passou a pintar com sabonete, carvão, pasta de dente e utilizar papéis velhos e lixo como colagem. “O processo é a experiência. Eu procuro utilizar uma determinada técnica combinada com determinado tema. Mas dentro deste laboratório também existe muito de mim. Há obras em que começo a combinar técnicas com determinado material e, de repente, surge uma informação pessoal que altera o suposto caminho inicial”, revela o artista plástico.

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O diálogo entre as suas próprias obras e suas auto-releituras , também são fatores bem singulares nas obras de Luciano Junqueira.  Em duas obras suas, que são geralmente expostas lado a lado, temos os mesmos elementos dispostos ( um homem admirando uma mulher dormindo) em quadros diferentes , compostos com técnicas e estéticas completamente diversos. Na tela “Cabeça de Cavalo”, ele faz novas versões de antigos quadros que pintou no começo da carreira, com novas cores e outros padrões de pintura.

Nos mais de 20 quadros expostos no North Shopping há até obras inacabadas, q para que os visitantes possam entender um pouco sobre o processo criativo do artista. Para o Luciano, “é interessante ver que as obras que estão inacabadas ou mesmo as que estão terminadas, mas saem um pouco de temáticas comuns, criam uma reação no público: eles param, discutem e querem saber o que é o quadro. Assim cria-se um diálogo entre pessoas e entre a obra. A obra nunca esta acabada: quem termina a obra é o público”.

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